O crescimento do consumo de água potável em Portugal não pára. Os consumos crescem mais do que a actividade económica e pouco são alterados mesmo em situações de seca como a que temos vivido recentemente.
Boa parte do consumo de água, provém de sistemas complexos de armazenamento, adução, transporte, tratamento e distribuição, proporcionando elevadas perdas (estimadas em 40% do total).
O consumo de água para a agricultura, para o turismo, está longe se ser um consumo racional e eficiente do ponto de vista da adequação das culturas/estrutura arbórea ao diversos tipos de solo e clima. Os níveis dos aquíferos subterrâneos não param de baixar, podendo perder a breve prazo a sua capacidade regeneradora.
O uso de água é vital para tantas actividades que tem de ser gerido de uma forma exmplarmente eficaz.
O Movimento Liberal Social propõe que Portugal defina uma estratégia para a água assentando nas seguintes medidas:
Os recursos hidricos vão-se revelando de uma importância estratégica cada vez maior, uma vez que a água é a base para muitas actividades, desempenhando um papel fundamental como seja: consumo humano, lavagem, rega de culturas, processos industriais, via de comunicação, meio para transporte de outras substâncias, efluente, refrigeração, lazer entre outros.
Um consumo de água mais equilibrado, reduzindo as necessidades de água potável, é uma forma de reduzir a pressão humana nos ecossistemas e como tal, providenciar condições para um desenvolvimento de todas as outras actividades humanas.
Moção "Estratégia da Água para Portugal", aprovada na segunda Assembleia Geral do MLS - Movimento Liberal Social a 18 de Setembro de 2005