Está aqui

Análise Programas Eleitorais - Legislativas 2011

O MLS, tendo como objectivo ajudar as esclarecer os eleitores, em particular os eleitores liberais, criou um grupo de trabalho que efectuou uma análise exaustiva e comparativa dos programa eleitorais dos quatro principais partidos, com representação parlamentar, que poderiam constituir uma alternativa de voto para um cidadão que seja ideologicamente liberal: BE, PS, PSD e CDS-PP.

Em anexo partilhamos uma tabela resumo das principais conclusões por área, incluindo também um resumo do que a Troika indicou como soluções para a área e uma posição resumida do MLS. Neste texto daremos uma nota, numa escala de 1 a 5, ao programa de cada partido, tendo como base uma média aritmética simples de cada uma das áreas analisadas.

De uma forma sucinta os pontos fracos e fortes do programa de cada partido analisado são:

Bloco de Esquerda: Um programa extremamente fraco e incompleto, que não refere sequer questões relacionadas com as liberdades individuais, uma das razões no passado para um eventual voto liberal neste partido, ou áreas como a Cultura, Sistema Político e Justiça. Lendo o programa do Bloco fica-se com a sensação que o partido está sem resposta e ideias para resolver os problemas com que o país se defronta ou uma visão de futuro para a sociedade. Tendo perdido as suas bandeiras liberais ao nível dos costumes, o Bloco apresenta-nos um programa essencialmente virado para a economia, de extrema esquerda, com propostas de intervenção do Estado e subida de impostos que dificilmente contribuiriam para resolver os problemas graves com que o país de defronta. O MLS atribui por isso a este programa do BE a nota 1 e considera não existir nenhuma razão válida, nestas eleições, para um voto no Bloco.

Partido Socialista: O PS apresenta-nos o programa mais completo dos quatro programas analisados, indicando a sua posição para todas as áreas que nos proposemos a analisar. O ponto forte do seu programa, no que toca a um ponto de vista liberal, são as suas propostas para a continuação do projecto de construção europeia, e propostas nas áreas da segurança social, ordenamento do território e sistema político. Já no que toca à Economia, o PS não apresenta propostas que nos pareçam dar resposta às necessidades actuais do nosso país, sendo que antes pelo contrário, parece continuado em apostar no despesismo que conduziu o país à situação actual, insistindo que a sua governação até ao momento foi bem sucedida e não sugerindo sequer eventuais correcções de percurso. O MLS atribui por isso, a este programa do PS, uma nota 3.

Partido Social Democrata: O PSD apresenta-nos um programa bastante forte, de cariz liberal, nas áreas relacionadas com a Economia, mas também em áreas como a Justiça, Educação, Saúde, Ambiente, Negócios Estrangeiros e Ciência e Tecnologia. Omite contudo a sua posição na área das Liberdades Individuais e Direitos Civis, tem pouquíssimas ideias na área da Cultura, e não concretiza de uma forma clara as suas posições actuais no que toca à sua visão de futuro para a União Europeia. O MLS, apesar de considerar que os pontos fracos do programa do PSD são graves do ponto de vista de um eleitor liberal, atribui um 4 (fraco) ao programa apresentado.

O CDS-PP, apresentou um programa interessante, se bem que com tendências nacionalistas e conservadoras em vários pontos, que por vezes chegavam a estar em sintonia com o Bloco de Esquerda. Pela positiva devemos referir as propostas para a área da Justiça, Economia, Política Orçamental, Saúde e Negócios Estrangeiros e Ciência e Tecnologia. Pela negativa, a falta de tomada de posição na área dos Direitos Civis e propostas muito fracas ou mesmo anti-liberais nas áreas da Educação, Ambiente e Ordenamento do Território, Cultura e Europa. Analisando os prós e contras do seu programa, atribuímos um 3 ao programa proposto.

Tendo em conta o exposto, a recomendação de voto do MLS para estas eleições irá para o PSD, tendo em conta o seu bom programa, com ênfase na área económica, a situação actual do país que necessita precisamente de um novo governo com boas capacidades nesta área e o que nos parece ser a impossibilidade de votar num partido, o PS, que apesar dos seus vários erros de gestão económica do país, mantém o seu líder e não aponta correcções de percurso nas suas políticas, apontando pelo contrário, a sua gestão até ao momento como sendo exemplar. Contudo, eleitores que dêem uma forte importância às questões Europeias e de Direitos Cívicos ficariam melhor servidos com programa do PS. As propostas do CDS-PP para a Justiça e Economia fariam deste partido um bom parceiro de coligação, se lhe forem atribuídas as pastas certas num eventual governo de coligação.

AnexoTamanho
PDF icon MLS - Legislativas 2011.pdf493.6 KB
Conteúdo Geral: