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As políticas devem atacar as causas dos problemas, não os sintomas!

Lisboa, 11 de Março de 2011 - Os problemas pelos quais Portugal está a passar são já conhecidos de todos, as suas consequências são sentidas por todos, mas, nenhuma força política tem tido a coragem para propor as soluções necessárias e urgentes para eles. Portugal está doente e não chega atacar os sintomas (desemprego, baixos salários, endividamento público e privado, etc.); é preciso combater as causas, que são as políticas suicidas das últimas décadas que só poderiam ter resultado em desemprego e trabalho precário.

Se Portugal não gerar riqueza e não crescer economicamente, não irão haver empregos e muito menos os empregos bem pagos que ambicionamos. Quanto mais o Estado sobrecarregar as empresas e os cidadãos com taxas e impostos, menor será o crescimento económico e maior será o desemprego. É por isso necessário dizermos basta! Basta de investimentos públicos de utilidade duvidosa! Basta de um Estado que continua a crescer monstruosamente todos os anos! Basta de burocracias e entraves ao empreendedorismo e à criatividade!

Portugal necessita de políticas que privilegiem o mérito! Onde todos os cidadãos, utilizando as suas capacidades empreendedoras e criativas, possam contribuir para a criação de riqueza. Assistimos hoje a uma emigração massiva de jovens altamente qualificados, em busca das oportunidades que Portugal não soube criar, perdendo-se assim recursos humanos necessários ao crescimento do país. Ao investimento na educação, que produziu a geração mais qualificada de sempre em Portugal, deveria ter-se seguido uma abertura ao empreendorismo e ao mérito.

Para resolver de uma forma sustentável a actual crise, promovendo a criação de emprego e riqueza, devemos exigir:

- Resolver decisivamente a questão do desemprego e dos falsos recibos verdes, através de uma maior flexibilização dos contratos de trabalho sem termo. É preferível ter-se trabalho, segurança social e direito a férias, à ausência de direitos ou, pior, ao desemprego. A verdadeira estabilidade no emprego é gerada pelo crescimento económico e por uma consequente baixa taxa de desemprego, não por leis laborais rígidas;
- Garantir um suporte social mínimo a todos os que, em resultado da crise em que nos encontramos, necessitam de uma ajuda para se erguer;
- Um sistema fiscal mais justo, abolindo as distorções penalizadoras da criação de riqueza e do crescimento económico. Para todos vivermos melhor, o mérito e o risco têm que ser recompensados;
- Focar as políticas económicas num crescimento económico sustentável, de longo prazo, gerador de empregos bem remunerados, para a mão de obra qualificada que Portugal hoje tem;
- Remoção dos muitos obstáculos que continuam a existir à criação de novas empresas e ao investimento privado. Portugal necessita urgentemente de atrair investimento estrangeiro e de fomentar a criação de novas empresas por portugueses em busca de novas oportunidades;
- Redução do peso do Estado em todas as áreas em que este seja ineficiente ou supérfluo, libertando recursos para os cidadãos e empresas para que possam contribuir para o crescimento económico;
- Repensar todos os projectos de investimento público, assegurando que apenas os de elevada rentabilidade e utilidade para o país são aprovados. Os investimentos públicos devem ter como objectivo fornecer as infraestruturas que permitem aos privados produzir e não ser vistos como ferramentas de crescimento económico per si;
- Rigor nas contas públicas e fim do aumento anual do endividamento do país;
- Mercados competitivos, bem regulados, com preços justos para os consumidores e que recompensem o mérito e inovação. Fim dos corporativismos e da protecção dos interesses instalados.

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