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Auto-estradas em Portugal

Lisboa, 26 de Novembro de 2009 - O Tribunal de Contas "chumbou" recentemente as concessões das auto-estradas do Douro Interior, Transmontana e Baixo Alentejo, cujos concursos foram lançados pela Estradas de Portugal. Uma das principais razões invocadas foi um aumento substancial dos encargos para o Estado, provocados, segundo a própria Estradas de Portugal, pelo recente agravamento da situação económica.

Apesar destes custos adicionais num momento crítico, o Secretário de Estado das Obras Públicas continua a afirmar que estas concessões se tratam de "investimentos absolutamente fundamentais para o desenvolvimento do país." O MLS - Movimento Liberal Social considera o contrário, e pede ao Governo que fundamente de forma mais substancial a forma como aplica o dinheiro dos contribuintes. O Governo deve aproveitar o impasse gerado pelo "chumbo" do Tribunal de Contas para reavaliar a real importância e oportunidade da realização destas obras num momento em que é, isso sim, absolutamente necessário controlar a nossa dívida pública e seleccionar criteriosamente os investimentos que são realizados.

Miguel Duarte, Presidente do MLS, considerou que "a construção de mais e mais auto-estradas não é a melhor solução para resolver os problemas de acessibilidade do país" e que "os benefícios de mais e mais auto-estradas para o país são cada vez mais reduzidos. É necessário que o país aposte numa política de transportes que procure encontrar outras soluções, porventura mais amigas do ambiente e mais eficientes, para resolver os problemas de acessibilidade do país."

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