Lisboa, 4 de Janeiro de 2008 - O Movimento Liberal Social (MLS) lamenta a discussão entre os dois principais partidos portugueses que se levantou a propósito da nomeação de uma nova administração para a Caixa Geral de Depósitos
(CGD) e para o Millennium BCP. Para o MLS, o que faz sentido não é discutir qual dos partidos fica com a administração da CGD ou do Millennium BCP, mas sim quando é que a CGD será privatizada.
O MLS entende que a administração da CGD não pode continuar a ser um repositório para políticos caídos em desgraça, como nos casos de Armando Vara e de Celeste Cardona. A CGD é uma empresa que pode e deve gerir-se tão-somente pelos mesmos critérios que as empresas similares
com quem concorre no mercado financeiro. A CGD é uma empresa lucrativa e viável, que opera num mercado concorrencial, e não faz qualquer sentido que se mantenha na posse do Estado.
Para o MLS não tem cabimento a lógica da manutenção de "centros de decisão nacionais" e/ou de manipulação do mercado bancário (taxas de juro, etc), com que alguns tentam justificar a manutenção da CGD nas mãos do Estado. O mercado bancário é um mercado livre, aberto ao exterior (Europa) e concorrencial, no qual não faz qualquer sentido
nem há qualquer necessidade social de manter um banco na posse do Estado.
Na mesma lógica, o Estado e os partidos políticos, devem abster-se de se envolver na administração de banco privados, como o Millennium BCP, remetendo o Estado apenas para o papel que lhe compete: regulador.
O MLS urge os partidos portugueses a debater um calendário e uma metodologia para a privatização da CGD e a respeitarem a independência de gestão das empresas privadas.