Comunicado de Imprensa - Copenhaga 2009

Lisboa, 21 de Dezembro de 2009 - O MLS – Movimento Liberal Social recebeu com desagrado as notícias do resultado da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2009 em Copenhaga, Dinamarca.

O MLS considera que a redução do consumo energético e da dependência de energias fósseis, que o recurso a fontes energéticas renováveis e que o aumento do coberto florestal do planeta são em si mesmos objectivos louváveis, que os Estados devem prosseguir independentemente da existência de alterações climáticas.

Em todo o caso, o MLS defende, com base nos dados científicos disponíveis, que as alterações climáticas são uma ameaça real com necessidade de acções preventivas urgentes, e lamenta que os Estados tenham sido incapazes de alcançar um acordo satisfatório.

O resultado final carece de uma série de componentes que consideramos essenciais, a saber:

Vínculo Jurídico: O documento final não tem qualquer vínculo jurídico, sendo que nenhum Estado é portanto obrigado a cumprir qualquer meta de redução de emissões;

Metas: As metas de redução de emissões de gases com efeito estufa são do nosso ponto de vista pouco ambiciosas, tendo em conta fundamentalmente apenas interesses económicos de curto prazo e não tendo em vista os pesados custos a longo prazo que as alterações climáticas previstas trarão para a humanidade como um todo, quer a nível humano, quer a nível económico;

Países em desenvolvimento: Apesar de promessas de quantias significativas dedicadas aos países mais pobres, o MLS entende que não foi dada devida atenção a estes Estados, sendo estes os que mais sofrem com as alterações climáticas e os que menos meios têm para as combater. Os sistemas de licenças de emissões de CO2 propostos não têm em conta a situação tecnológica e financeira real destes países, sendo que em pouco ou nada alteram os padrões de consumo dos países mais desenvolvidos. É de salientar igualmente as consequências fatais da subida do nível do mar sobre os Estados insulares que em muitos casos desaparecerão completamente.

Assim, o MLS reitera a necessidade de se criarem mecanismos de cooperação internacional mais ambiciosos para o combate à destruição do eco-sistema terrestre que visem perspectivas de médio e sobretudo longo prazo, sendo que a Organização das Nações Unidas deve ter um papel fundamental a cumprir na execução e policiamento de tais objectivos.

Comentários

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Sistema de Emissões

Por favor, alguém poder-me-á enviar um link onde se possa conhecer o sistema de licenças de emissões negociado, mas pelos vistos não acordado?

Tenho procurado encontrar informação sobre como distribuir cotas de emissão de CO2 pelos vários países mas não tenho conseguido.

À partida, o mais justo parecer-me-ia distribuir cotas de emissão "per capita" da população mundial, mas gostaria de atender a argumentos pró e contra.

Retrato de João Cardiga

Espero que ajude

Antes demais peço desculpa pelo atraso. Honestamente não é a minha area de expertise, por isso não tenho a certeza que estes links ajudem. São do wikipedia mas podem ser um bom ponto de inicio.

Relativamente ao sistema actual parece-me que o mesmo é regulado pelo tratado de Quito, que só é válido para os países signatários:

- http://en.wikipedia.org/wiki/Kyoto_Protocol

Quanto a uma abordagem mais generica desta temática o melhor é este link:

- http://en.wikipedia.org/wiki/Emissions_trading

Ambos os artigo têm bastante bibliografia para caso queiras aprofundar o tema.

Bem, espero que venha a ser util para aquilo que procuras e uma vez mais desculpa a demora.

Melhores Cumprimentos,

João Cardiga

João, obrigado, irei ver.

João, obrigado, irei ver.

Retrato de João Cardiga

Não tens nada de agradecer.

Não tens nada de agradecer. Sempre que precisares (e nós possamos ajudar) é só pedires. Espero que ajude...

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