Comunicados de Imprensa

Comunicado: Veto do Estado à Venda da Vivo

O MLS - Movimento Liberal Social reprova veementemente a utilização, por parte do Estado português, da sua "golden share" na PT para vetar a venda da participação desta na Vivo à Telefonica. Na opinião do MLS, essa utilização irá fazer diminuir a confiança dos investidores nacionais e internacionais na lisura accionista do mercado português, prejudicando a prazo esse mercado em geral e, em especial, a própria PT.

O MLS condena a existência de "golden shares" como extremamente negativa, sendo favorável à liberdade de transacção e de investimento a nível internacional, sem intervenções constrangedoras por parte dos Estados. A intervenção irresponsável e demagógica do Estado Português neste caso apenas vem fortalecer essa posição.

Mesmo admitindo que, como argumentou o primeiro-ministro José Sócrates, a "golden share" é para ser usada quando necessário, o MLS não consegue ver em que medida é que a decisão de vender a participação na Vivo poderia ser prejudicial a qualquer interesse tutelado pelo Estado português. A utilização da "golden share" aparece assim como um capricho do Estado para impor aos accionistas da PT uma determinada orientação que nem parece levar em linha de conta a difícil situação financeira da própria PT.

O MLS relembra que já existem vários casos relativos a "golden shares" no Tribunal de Justiça da União Europeia, incluindo um caso relativo à "golden share" da PT. Nesses casos, a Comissão Europeia considera as golden shares contrárias às regras relativas à livre circulação de capitais. Esta intervenção do Governo Português apenas veio tornar claro que a Comissão Europeia tem perfeita razão, e o MLS faz votos de que o Tribunal de Justiça venha brevemente a declarar as "golden shares" contrárias ao Direito da União Europeia.

Liberais Ibéricos, sob liderança portuguesa, criam Fórum Liberal Ibérico

Salamanca, 29 de Junho de 2010 – Durante um encontro em Salamanca de organizações liberais ibéricas, nos passados dias 26 e 27 de Junho, organizado pelo Movimento Liberal Social (MLS) de Portugal e pelo Partido de la Libertad Individual (P-Lib) de Espanha, os representantes das diversas organizações presentes acordaram criar uma rede aberta a todas as organizações liberais ibéricas que partilhem dos valores liberais comuns expressos nos manifestos liberais de Oxford de 1947 e 1997.

A rede irá denominar-se “Fórum Liberal Ibérico” e conta com o apoio da Internacional Liberal e do Partido Liberal Democrata Europeu (ELDR), tendo como objectivos a promoção do Liberalismo na Península Ibérica, mediante a troca de ideias e a organização de actividades conjuntas, incluindo um encontro anual ibérico. O primeiro encontro anual terá lugar em Lisboa, em 2011 e o segundo em 2012 na Galiza.

O primeiro coordenador do Fórum Liberal Ibérico será um português, Miguel Duarte, membro da Direcção do Movimento Liberal Social.

Comunicado: Ordens Profissionais

Lisboa, 22 de Junho de 2010 - O MLS - Movimento Liberal Social considera que o debate em torno do exame de admissão à Ordem dos Advogados deve abrir uma discussão de fundo sobre o papel das Ordens Profissionais na sociedade e na economia portuguesas. As Ordens são entidades corporativas, que existem para defender os interesses da própria corporação, mas ao mesmo tempo são dotadas de poderes de regulação de uma certa actividade profissional. Esta auto-regulação tem frequentemente levado a tomadas de posição que defendem estritamente a corporação, deixando de lado os interesses da população em geral. Veja-se o caso mais claro, como sejam as restrições arbitrárias impostas à formação de médicos em Portugal.

O MLS defende que o Estado não deve delegar nas Ordens poderes públicos de regulação, e que não deve ser obrigatório pertencer a uma Ordem profissional para exercer uma certa profissão. Podem existir associações profissionais que defendam os interesses dos profissionais que representam, e podem existir acreditações de boas práticas. No que toca a questões deontológicas, o exercício de uma profissão acarretar obrigações deontológicas pode justificar a existência de um painel que decida sobre casos de violação dessas mesmas obrigações, mas não nos termos actualmente em vigor. O sistema tem de ser repensado numa óptica de interesse público, e não de interesse da classe.

As Ordens profissionais do tipo existente em Portugal são fundamentalmente contrárias ao regular funcionamento da economia de mercado, criando distorções e criando rendas económicas para certas classes profissionais. São dos mais poderosos "interesses instalados" com os quais nos deparamos em Portugal, e esses interesses instalados devem ser demolidos, em nome do interesse de todos a terem acesso a serviços de qualidade, a preços razoáveis, e do direito de todos a exercerem uma certa profissão sem terem para isso que pertencer, e pagar, a um certo grupo.

Comunicado: Governo Liberal nos Países Baixos

Lisboa, 11 de Junho de 2010 - O MLS - Movimento Liberal Social felicita os liberais holandeses do VVD pela sua vitória nas eleições de dia 9 de Junho. Ambos os partidos liberais, VVD e D66, aumentaram o seu peso no parlamento holandês, passando agora a representar em conjunto perto de 30% do total de deputados e ultrapassando largamente os socialistas e os conservadores. Caberá agora ao partido mais votado, o VVD, encontrar uma solução governativa para os Países Baixos.

O MLS faz notar que esta vitória segue-se aos precedentes resultados históricos alcançados pelos partidos liberais na Alemanha e no Reino Unido. Com as melhores percentagens alcançadas em várias décadas, tanto o alemão FDP como os Liberais Democratas britânicos passaram a fazer parte dos governos dos seus países.

O MLS acredita que, contrariamente ao discurso demagógico em vigor, os eleitores europeus sabem que o Liberalismo não é a causa da presente crise económica, mas a sua solução. A Alemanha, o Reino Unido e agora os Países Baixos provam-no. O Liberalismo apresenta um conjunto de soluções para a crise orçamental, económica e financeira que vivemos e que têm sido reconhecidas na Europa. Essas soluções também podem, e devem, ser aplicadas em Portugal. Passam pelo saneamento das finanças públicas, uma melhor regulação do sector financeiro, e pela existência de uma economia flexível e capaz portanto de absorver choques económicos, adaptando-se às novas condições.

Comunicado: Feriados Religiosos

Lisboa, 7 de Junho de 2010 - O MLS - Movimento Liberal Social considera que a existência em Portugal de feriados nacionais estreitamente ligados à religião católica se coaduna mal com a desejável laicidade do Estado. O MLS defende a liberdade religiosa e a imparcialidade do Estado em relação às diversas religiões professadas ou não professadas pelos habitantes de Portugal, considerando que a todos eles devem ser concedidas condições iguais para celebrar ou deixar de celebrar os dias de observância religiosa que cada um entenda convenientes.

O MLS constata que a religião católica é hoje observada apenas por uma minoria dos habitantes de Portugal, sendo que para a a maioria dos habitantes alguns dos actuais feriados religiosos não têm qualquer utilidade para além de constituírem dias de férias extra. Exemplos notórios são o dia do Corpo de Deus, o dia 15 de Agosto e o dia 8 de Dezembro.

O MLS deseja que a todos habitantes de Portugal seja concedida liberdade de optarem pelos dias de férias que melhor se adequem aos seus desejos e/ou às suas obrigações religiosas. Neste sentido, o MLS convida a Assembleia da República a rever o actual regime de feriados, eliminando os feriados religiosos, com prioridade para os três acima referidos, e substituindo-os por um aumento do número de dias de férias pagas obrigatoriamente concedidos a todos os trabalhadores.

O MLS considera que uma tal medida, para além de aumentar a liberdade de todos os portugueses, teria também vantagens económicas, ao evitar períodos de encerramento de empresas, realização de "pontes" ou o pagamento de compensações extraordinárias aos trabalhadores pela trabalho em dias feriados.

Comunicado: Mensagem do Presidente da República

Lisboa, 18 de Maio de 2010 - O MLS - Movimento Liberal Social assistiu com atenção à comunicação do Presidente da República sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A promulgação da lei que termina parcialmente com a discriminação entre casais do mesmo sexo e casais de sexos diferentes, reconhecendo que o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e pessoas de sexos diferentes devem ser iguais, é positiva. É um passo em frente para o nosso país, para o reconhecimento da pluralidade que existe na nossa sociedade.

Não podemos, no entanto, deixar de comentar o teor da comunicação, que consideramos vir a despropósito, parecendo mais uma acção de campanha do candidato a Presidente que uma verdadeira comunicação do Presidente da República ao país. O Presidente diz que não vetou a lei em nome do superior interesse nacional, e que as forças parlamentares cujos votos aprovaram a lei em causa teriam força suficiente para forçar a promulgação se a lei fosse vetada. Não se vê em que é que o superior interesse nacional é protegido por esta comunicação ao país, que mais parece uma justificação de um futuro candidato com vista a agradar a potenciais apoiantes que discordem da lei agora promulgada.

O Presidente passou ainda a mensagem de que uma solução de compromisso teria sido, supostamente, mais democrática que a solução agora adoptada. A não ser que o Presidente considere que o sistema eleitoral português não protege devidamente as opiniões do eleitorado, não se vê como é que pode vir agora pôr em causa a solução que lhe foi enviada pelo Parlamento. Os portugueses, ao exercerem o seu direito de voto, elegeram uma maioria parlamentar que apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Essa maioria agiu em conformidade com o que tinha proposto aos portugueses. Não há aqui nada de anti-democrático. Também não colhem os argumentos de que as soluções adoptadas noutros países são diferentes. E a decisão do Tribunal Constitucional tornou bastante claro que a Constituição da República Portuguesa permite perfeitamente a adopção pelo legislador ordinário da solução que agora foi promulgada. Frisamos igualmente, que retirar do texto da lei a expressão "de sexos diferentes" não causa nenhuma despesa adicional para o estado nem diminui os direitos de ninguém.

O MLS defende assim que o facto de Portugal colocar em pé de quase igualdade os casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo e os casamentos entre pessoas de sexo diferente é uma vitória. No entanto, é uma vitória parcial, dado que aos casais homossexuais continua a ser negada a adopção, negligenciando-se o superior interesse da criança através de tabus sociais. O MLS considera que a politica deve-se excluir deste debate considerando-a uma questão técnica. Defende ainda, que esta comunicação do Presidente, nada de verdadeiramente relevante acrescentou ao debate político nacional, vindo a despropósito no dia internacional contra a homofobia.

Crise Económica e Orçamental

Lisboa, 14 de Maio de 2010 - O MLS - Movimento Liberal Social considera que as medidas de austeridade que o Governo português tem tomado para lidar com a crise orçamental devem ser mais rigorosas. É imperativo que o Governo tome a sério a necessidade de cortar na despesa como forma primordial de cortar o défice público, mesmo que isso resulte em corte orçamentais politicamente sensíveis. Portugal tem vivido acima das suas possibilidades, e foi essa ilusão de riqueza que agudizou a crise que agora vivemos.

Neste sentido, o MLS considera que deve haver a coragem política para fazer cortes orçamentais sérios, repensando medidas que outrora eram consideras possíveis mas que, é agora claro, não o são. É impreterível que o Governo português siga o exemplo do Governo espanhol, que tomou medidas arrojadas, como a redução do salário dos funcionários públicos em 5% este ano, ou a abolição do "cheque-bebé" de €2500, mas que demonstram o seu empenho na redução da despesa pública. O Governo português deve tomar medidas de corte de despesa adequadas, mas não cegas, que permitam ao Estado português não resvalar no sentido da situação grega e da necessidade de acordos com o FMI e a União Europeia.

O Governo deve ainda tomar medidas para incentivar a poupança, terminando a era do crédito fácil em que temos vivido nos últimos dez anos. O crédito fácil é uma das causas da crise, um factor fundamental da ilusão de riqueza em que temos vivido. Neste contexto, o MLS defende, por exemplo, que o Estado incentive a compra de dívida pública por parte dos cidadãos, por exemplo, melhorando as condições dos certificados de aforro, ou criando outro tipo de títulos.

Finalmente, o Estado português não pode esquecer que há vida depois da crise. No horizonte pós-2013, quando o défice e a dívida estiverem, em princípio, sob controlo, será fundamental alterar o paradigma de crescimento português para que este assente no empreendedorismo e na iniciativa privada, garantido o Estado a regulação adequada do mercado. Neste âmbito seriam cruciais medidas como a flexibilização do mercado laboral, a reforma do sistema judicial no sentido de aumentar a sua celeridade e alterações ao sistema educativo que garantam melhorias. Com estas e outras medidas, Portugal não apenas sai da crise, mais sai da crise mais forte e mais competitivo.

Adjudicação TGV

Lisboa, 10 de Maio de 2010 – O MLS manifesta a sua decepção perante a irresponsabilidade do Governo, que, não obstante a gravíssima situação orçamental que o Estado português atravessa, formalizou este Sábado, 8 de Maio de 2010, o contrato entre o Estado e o consórcio que construirá e ao qual será concessionada a exploração do primeiro troço do TGV em Portugal.

O actual governo decide avançar com esta obra, não tomando em devida conta todos os avisos vindos dos mais diversos quadrantes da sociedade portuguesa para se repensarem as obras públicas. Com esta adjudicação, o cancelamento da construção de uma rede de Alta Velocidade ferroviária em Portugal fica fortemente dificultado. Para já, apenas se trata do troço entre Poceirão e Caia, na fronteira com Espanha, mas este implicará, inevitavelmente, a construção de uma terceira travessia sobre o rio Tejo (TTT) de forma a realizar a ligação Lisboa-Madrid.

Note-se que a construção da linha Poceirão-Caia está, por si só, orçamentada em 1 359 milhões de euros, dos quais 641 milhões de euros (47% do valor total de construção) correspondem a fundos comunitários, e com custos de manutenção anuais de 12,2 milhões de euros durante a concessão do projecto. Os primeiros pagamentos financeiros do Estado estão programados já para 2011, e, mesmo que se tenha agora em linha de conta o PEC, todo este projecto continuará a produzir efeitos nefastos no horizonte temporal pós-2013.

O MLS considera este investimento descabido. Irá acarretar um aumento da divida publica portuguesa, sobrecarregando as gerações presentes e futuras com significativos juros. Acima de tudo, o MLS considera este investimento contrário ao modelo de desenvolvimento que deve ser seguido pelo país. Limita-se a continuar a aposta em investimentos em obras públicas geradoras de limitado impacto estrutural positivo na economia produtiva de bens transaccionáveis, cujo resultado é visível na estagnação económica vivida no nosso país. Estamos a investir num projecto inviável, que todos os anos terá prejuízo, e que constituirá uma pura e simples fonte de custos para Portugal.

Actualmente, o país vê-se de novo confrontado com opções históricas que terão impacto directo na vida das gerações actuais e futuras. Não cremos que este investimento tenha o retorno apresentado pelo Governo. Avançar com o mesmo nesta altura de crise das finanças do Estado é dar um passo errado num momento em que é fundamental dar passos certos. A ênfase neste momento deveria estar no saneamento das contas públicas. Quanto à ferrovia, defendemos uma estratégia assente na integração numa rede ferroviária europeia, mas usando tecnologia como uma relação custo-benefício bem mais positiva que a do modelo actualmente considerado.

Petição Cidadãos pela Laicidade

Lisboa, 5 de Maio de 2010 - O MLS – Movimento Liberal Social declara o seu apoio público à petição “Cidadãos pela Laicidade” dirigida ao Senhor Presidente da República Portuguesa.

O MLS considera que as condições oferecidas à presente visita papal são uma violação flagrante dos princípios da laicidade do Estado e constituem uma discriminação de outras religiões face à Igreja Católica. Joseph Ratzinger deveria ter sido tratado apenas como o líder religioso que é e com honras semelhantes às de outros líderes religiosos que visitaram Portugal no passado, sempre mantendo presente o princípio da separação entre o Estado e as igrejas.

Não só o tratamento que está a ser dado a Joseph Ratzinger levanta a discordância de muitos crentes de outras religiões e não crentes, como levanta também a discordância de muitos católicos que compreendem ser fundamental a manutenção dos princípios da laicidade, instituídos na nossa constituição, por forma a manter uma sociedade coesa e a liberdade de todos.

Mais, declaramos o nosso repúdio face às opiniões políticas manifestadas anteriormente por Joseph Ratzinger, em matéria de liberdade de consciência, igualdade entre homens e mulheres, auto-determinação sexual de adultos e outras matérias, opiniões essas que virá provavelmente a manifestar em público na sua visita a Portugal.

Apelamos por isso a todos os que se revejam na petição que a assinem no endereço:

http://www.peticaopublica.com/?pi=CPL2010

MLS congratula-se com rejeição do acordo SWIFT

Lisboa, 11 de Fevereiro de 2010 - O Parlamento Europeu (PE) recusou hoje a ratificação do Acordo SWIFT entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos da América (EUA). Este acordo, negociado pela Comissão Europeia, previa a entrega aos EUA de todos os dados sobre transferências bancárias usando o sistema SWIFT efectuadas no interior da União.

O Movimento Liberal Social (MLS) congratula-se com esta decisão do PE uma vez que o acordo SWIFT, no entender do MLS e da bancada liberal no PE, violaria gravosamente a privacidade financeira dos cidadãos da UE e potencialmente, constituiria uma forma de espionagem dos EUA sobre as empresas e cidadãos da UE.

Note-se que o PE esteve sob uma enorme pressão, exercida pelos EUA, para que o Acordo SWIFT fosse ratificado, a pretexto de que ele seria essencial para ajudar os EUA a combater o terrorismo. Felizmente, essa pressão foi rejeitada por uma maioria dos eurodeputados, incluindo os representantes do Partido Liberal Europeu.

Esta decisão vem demonstrar a importância acrescida do órgão democrático por excelência da União Europeia após o Tratado de Lisboa, traduzindo este voto a primeira vez que utiliza os novos poderes de que dispõe para rejeitar um acordo internacional.

Lamentamos contudo, que os eurodeputados do CDS-PP, Nuno Melo e Diogo Feio tenham sido os únicos representantes portugueses a desprezar os direitos cívicos dos cidadãos portugueses e a votar favoravelmente o acordo SWIFT, especialmente quando, este é um partido que em Portugal assume uma posição contra o levantamento do sigilo bancário.

Nota: Em anexo envia-se documento em português, explicativo das razões para a rejeição do acordo SWIFT, produzido por eurodeputados de vários grupos parlamentares.

Orçamento de Estado 2010

Lisboa, 7 de Fevereiro de 2010 – O MLS manifesta o seu choque perante a irresponsabilidade, não só do Governo, mas também de toda a Oposição, perante a gravíssima situação orçamental que o Estado português atravessa. Desde 2008 que todos os esforços de contenção do défice das contas públicas foram postos de parte sob pretexto da crise económico-financeira. Actualmente a aproximar-se dos dois dígitos, o défice põe em causa a sustentabilidade económica do país e coloca um enorme fardo sobre as gerações futuras, que terão de suportar o descontrolo orçamental e populista do actual Governo.

A Oposição, tanto à Esquerda como à Direita, em vez de alertar para o risco de nos vermos numa situação idêntica à da Grécia, pressiona o Governo para aumentar ainda mais o défice, aliando-se ao populismo de Alberto João Jardim. O MLS lamenta a inexistência de uma força política que defenda rigor orçamental e cortes nas inúmeras despesas supérfluas que minam a saúde financeira do país.

Não podemos deixar de notar a cobardia política de todos os partidos em todas as questões relativas à regiões autónomas, de que o Estatuto dos Açores já nos tinha dado um exemplo extremo. O MLS entende que só a falta de coerência, honestidade e integridade pode levar a que hoje figuras como Francisco Louçã se aliem a Alberto João Jardim, tal como anteriormente o mesmo sucedera com o CDS e o PSD que, tendo votado favoravelmento o Estatuto dos Açores no parlamento, secundaram depois o Presidente no seu ataque a esse diploma.

Comunicado: Decisão sobre Acordo SWIFT

Lisboa, 4 de Fevereiro de 2010 – O MLS congratula-se com a decisão do Comité para as Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos do Parlamento Europeu em recomendar a rejeição do acordo SWIFT. Congratulamo-nos igualmente com o papel decisivo que as deputadas liberais do grupo ALDE Jeanin Hennis-Plasschaert e Sophie in't Veld tiveram nesta vitória dos direitos dos Europeus.
Todavia, lamentamos a posição assumida pelo grupo EPP - de que fazem parte o PSD e o CDS-PP - que insiste em apoiar o Acordo SWIFT, contrariamente aos restantes grupos parlamentares.
Aguardamos agora que o acordo seja definitivamente enterrado na sessão plenária do dia 11 de Fevereiro. O relatório do comité foi aprovado com 29 votos a favor, 23 contra e uma abstenção, tendo o Comité exigido que novos acordos cumpram o definido no Tratado de Lisboa e na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.

Os europeus têm direito a uma expectativa razoável de privacidade relativamente aos seus dados pessoais, devendo toda a recolha de dados ser feita exclusivamente para fins destinados ao combate ao terrorismo e de uma forma equilibrada que respeite também as liberdades cívicas. O actual acordo violava princípios básicos de proporcionalidade e necessidade de acesso aos dados, faltando-lhe também mecanismos para fiscalização do cumprimento das poucas regras de protecção dos dados pessoais que definia.

“O acordo é vergonhoso do ponto de vista de um Estado de Direito, não prevendo o controlo prévio de um juiz perante os pedidos de acesso aos dados pessoais dos cidadãos europeus ou um limite temporal de acesso aos mesmos”, afirmou o presidente do MLS, Miguel Duarte, sublinhando que após os dados saírem do controlo europeu, "havia o perigo de se perder o controlo da utilização que seria dada aos mesmos e da partilha destes com terceiros países”.

Sobre o Acordo SWIFT:

O Acordo SWIFT foi negociado pela Comissão e Conselho Europeus em virtude da mudança dos servidores da SWIFT para a Europa, que tinha ocorrido anteriormente de forma a assegurar que os dados das transacções intra-europeias ficariam seguros dentro das fronteiras Europeias. Até esse momento, os dados estavam guardados num servidor nos Estados Unidos, tendo o governo americano livre acesso aos mesmos.

Comunicado: Acordo SWIFT

Lisboa, 3 de Fevereiro de 2010: O MLS – Movimento Liberal Social considera escandaloso o acordo feito pelo Conselho de Ministros da União Europeia, de partilha de dados bancários da rede SWIFT com os EUA, que expõe ao governo norte-americano, sem qualquer mandato judicial, a privacidade das transacções bancárias dos mais de 500 milhões de cidadãos europeus.

Amanhã, 4 de Fevereiro, o Comité para as Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos irá debater sobre a posição do Parlamento Europeu relativamente a este tema. Desde a entrada em força do Tratado de Lisboa o Parlamento Europeu tem uma palavra a dizer sobre o tema e capacidade para travar o escândalo do acordo SWIFT.

O Parlamento Europeu é actualmente mais forte que os parlamentos nacionais e como representantes eleitos por Portugal os nossos eurodeputados têm a obrigação de proteger a nossa privacidade perante Estados estrangeiros. Pedimos por isso a todos os Eurodeputados portugueses para se oporem amanhã, 4 de Fevereiro, ao acordo SWIFT.

Uma vitória contra a discriminacão, uma vitória da liberdade!

8 de Janeiro de 2010 - O Movimento Liberal Social (MLS) congratula-se com a aprovação pela Assembleia da República, hoje, de uma lei permitindo o casamento de pessoas do mesmo sexo. Para o MLS, essa lei vem aumentar a liberdade dos cidadãos na escolha da pessoa com quem desejam casar, e eliminar uma discriminação que injustificadamente permanecia na lei.

Para o MLS, a liberdade e a não-discriminação são condições para a realização pessoal de cada um, e não devem encontrar entraves na lei.

O MLS recorda que, todavia, permanecem na lei mais restrições injustificadas, que urge eliminar. Nomeadamente, o MLS deseja que sejam permitidos a todos os cidadãos, independentemente do seu estado civil, tratamentos de assistência médica à reprodução, sem que eles impliquem qualquer intromissão por parte dos serviços médicos na orientação sexual ou na vida sexual do paciente. O MLS deseja também que seja legalmente permitida a adoção de crianças por parte de casais do mesmo sexo - a avaliação da capacidade de um casal para adoptar deve depender dos serviços de assistência social (seguindo algumas linhas de orientação preferencial) e não encontrar entraves legais. Deve também ser autorizada a adopção de uma criança, filha biológica de uma pessoa, pelo parceiro ou cônjuge dessa pessoa, independentemente dos sexos dos envolvidos.

Avaliação de Professores

Lisboa, 28 de Dezembro - O MLS - Movimento Liberal Social tem seguido com interesse e preocupação o debate em torno da avaliação de professores e do estatuto de carreira docente. Sendo a Educação um dos pilares de uma sociedade livre, o MLS considerou importante intervir neste debate com propostas concretas.

Estas propostas passam, sumariamente, por uma avaliação 360º para os professores (consultar documento em anexo). Assim, além de uma auto-avaliação, seria ainda necessária uma avaliação por parte dos colegas, dos alunos, da direcção, do superior hierárquico e uma avaliação externa. Todos estes elementos deverão então ser ponderados para chegar a uma avaliação final, a qual teria impacto na carreira do professor. O MLS considera ainda que o exame de admissão deverá ser mantido, e que a separação de carreira proposta pelo Ministério da Educação faz sentido, sendo que voltar atrás é um erro.

"Querendo uma Educação de qualidade, que ajude os alunos a adquirirem os conhecimentos e as competências necessárias a terem sucesso, é importante garantir que os professores de qualidade são premiados pelo seu esforço e dedicação," afirmou Faisal Aboobakar, porta-voz do MLS para Educação. "Assim, é importante haver uma avaliação completa do trabalho do professor, e que essa avaliação tenha verdadeiro impacto. A carreira dos professores deve premiar aqueles com mérito, e é isso que o MLS defende nas suas propostas."

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