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Declarações do Presidente da República

O MLS - Movimento Liberal Social considera que a declaração recente do Presidente da República relativamente à questão de se sentir, ou não, vigiado pelo Governo não resolve qualquer questão. Pelo contrário, cria novas interrogações e problemas, num contexto em que o Presidente da República vai ser chamado a nomear o próximo Primeiro Ministro sem que nenhum partido tenha maioria parlamentar. O MLS considera que o Presidente da República, garante da ordem constitucional, deveria ter utilizado esta comunicação ao país para esclarecer devidamente a questão, no lugar de tecer considerações pessoais sobre o tema, o que não foi forçado a fazer, contrariamente ao que afirma.

Atravessando Portugal ainda uma crise económica, é fundamental ultrapassar esta questão, para que o país se concentre no essencial. O Presidente da República referiu que este deve ser o objectivo, mas não prestou um bom serviço neste sentido com a sua declaração. Aliás, a forma como o Presidente da República tem gerido este problema tem sido problemática, mais do que pacificadora. A questão deveria ter sido esclarecida o mais depressa possível. A exoneração do seu assessor de imprensa deveria ter sido acompanhada de uma explicação, dado que a pura e simples exoneração, só por si, já consistia numa intervenção durante a campanha eleitoral. Esta declaração é, portanto, o último erro, numa série que se tem avolumado desde o início deste caso.

O MLS considera ainda que esta questão não pode degradar, nem fazer atrasar, o processo de formação de um novo Governo para o país. Portugal tem problemas importantes, quer conjunturais, quer estruturais, a enfrentar, como sejam o combate à crise económica que atravessamos, as reformas dos sistemas de saúde e de educação, bem como um debate sério sobre a reforma da justiça que foi feita anteriormente. Portugal não pode parar como efeito de uma querela deste tipo, que em nada dignifica os Estado Português, Portugal e os portugueses.

Miguel Duarte, presidente do MLS sobre este tema afirmou: "O Presidente da República deixou no ar mais dúvidas do que as existentes. Não esclareceu os factos e ainda afirmou que o sistema informático da presidência não é seguro, uma afirmação que levanta ainda mais preocupações junto dos portugueses. Não esclareceu se o que se disse era mentira ou verdade. Acusou o partido vencedor das eleições, sem quaisquer provas. Disse que apenas falaria depois das eleições, mas fê-lo antes das autárquicas. Se o Presidente queria evitar o descrédito, conseguiu foi aumentá-lo para si e para os seus assessores."

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