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Defesa Europeia

Lisboa, 9 de Dezembro de 2009 - O MLS-Movimento Liberal Social recebeu com muito agrado as declarações do Ministro do Negócios Estrangeiros Luís Amado, citadas no jornal "i", que acusou a União Europeia (UE) de ter uma postura subalterna em relação à NATO, defendendo a necessidade de reavaliar o seu papel na Aliança Atlântica e a sua participação no Afeganistão, em declarações à margem de uma conferência sobre o projecto Africa.cont, promovido pela Fundação Gulbenkian no Sábado (05/12/1980).

O Ministro acrescentou, ainda segundo o "i": "Eu próprio amanhã terei oportunidade, no Conselho de Assuntos Gerais, de me pronunciar sobre o que acho que tem sido o papel da União Europeia em todo este processo relativo ao Afeganistão, em que a União Europeia tem estado numa posição de grande subalternidade na relação com a NATO", este governante acrescentou ainda que a participação da União Europeia na NATO não tem sido "devidamente estruturada".

Esta opinião vai no sentido geral com a do MLS que defende que, a União Europeia deve criar condições para a criação de uma estrutura militar supra-estatal e de admissão voluntária a todos os estados-membros interessados, e que a prazo venha a substituir a participação individual de diversos estados membros da União Europeia na NATO.

Este parecer considera ainda que a constituição de forças armadas europeias, deve contar com investimento global adequado e assente nos seguintes eixos:

- primazia às missões de manutenção de paz, e combate a actividades disruptivas do bem-estar social e económico.
- apoios técnico-económicos com vista à promoção do desenvolvimento em regiões destabilizadas do planeta, nomeadamente através da utilização de batalhões de engenharia militar para a construção de infra-estruturas básicas.
- maior investimento no desenvolvimento da industria de defesa e aeroespacial integradas a nível europeu, também como forma de permitir a dianteira tecnológica europeia e externalidades de I&D para os sectores civis.
- reforço da identidade europeia através de um modelo de integração e de consciência comum, nomeadamente através da estruturação do um serviço cívico-militar europeu com jovens das diversas culturas, línguas dos países membros da UE, criando as bases necessárias a uma nova era de paz e prosperidade na Europa.

André Marquet, porta-voz do MLS para as questões de Defesa e Segurança acrescentou "as declarações do Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros denotam uma nova atitude, que não deixando de lado a devida solidariedade ao aliado americano são muito lúcidas por exporem uma realidade sentida por uma parte significativa dos Europeus, de que a posição dos diversos estados membros é demasiado condicionada pela politica externa Norte-Americana, dando a sensação que não há um desígnio próprio Europeu com vista à protecção dos seus legítimos interesses, da liberdade e da democracia."

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