No meu tempo de estudante do ensino secundário fui presidente de uma associação de estudantes.
Lembro-me de na altura ter comparecido a reuniões distritais de associações de estudantes, as quais descobri, alguns anos depois, serem promovidas pelo PCP através do seu exército juvenil, a JCP.
Naquela altura eu próprio fui o principal rosto na minha cidade de uma manifestação estudantil, consertada a nível nacional.
Nessa manifestação consegui no meu concelho e conseguimos a nível nacional números bastante mais modestos de adesão do que aqueles que se têm registado actualmente.
Na minha modesta opinião isto tem um explicação, nós não tínhamos os professores a ajudarem na mobilização. Nós éramos instrumentos do PCP mas os professores mantinham-se independentes e assumiam, naturalmente, uma posição de isenção em relação à luta estudantil.
Hoje a estratégia é diferente e a meu ver muito mais inteligente. Hoje os grupos extremistas de esquerda optaram por fazer um dois em um: apostar nos professores e através deles utilizarem os alunos para alcançar algo pelo qual lutam desde sempre, a demissão do ministro (a) da educação seja ele (a) qual for.
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