Frédéric Bastiat

(1801 Bayonne, França - 1850 Roma, Itália)

Frédéric BastiatFrédéric foi um membro liberal da Assembleia Nacional da Revolução de 1848. Foi Presidente da Associação Francesa de Comércio Livre e foi também (juntamente com Victor Hugo) o fundador de uma Organização para a Paz Internacional. Acima de tudo Bastiat foi, o que Josef Schumpeter chamou de "o mais brilhante jornalista de economia que alguma vez viveu". Bastiat deixou um legado de contribuições de assinalável importância para a teoria económica. Ele refutou determinantemente e com sucesso o pessimismo dos "Economistas Clássicos" Ingleses como Ricardo e Malthus que argumentavam ser impossível melhorar as condições de vida do proletariado para além da mera subsistência.

Neste sentido, Bastiat defendia que a liberalização dos mercados impulsionaria o crescimento económico e que o capital gerado por este crescimento seria gradualmente investido na força de trabalho. Esta tese para além de vir a ser o argumento central do movimento liberal para o comércio livre, liderado pela "Escola de Manchester" (Richard Cobden, John Bright, etc.), viria também a ser comprovado pela História.

A maioria dos seus trabalhos não foi de cariz académico mas apenas ensaios e sátiras populares. Bastiat popularizou a teoria económica e as suas obras tornaram-se best-sellers na sua época. Actualmente, Bastiat é conhecido principalmente através da sua famosa obra "Pétition des Fabricants de Chandelles" (1846). Nesta sátira é descrito um grupo organizado de fabricantes de velas que submete ao governo uma petição de protecção contra um concorrente desleal: o Sol. Nunca o proteccionismo foi ridicularizado de forma tão eficiente.

Bibliografia:

  • Frédéric Bastiat: Oeuvres économiques, ed. Florin Aftalion, Paris 2000
  • Traduções em Inglês das obras mais importantes de Bastiat disponíveis na Foundation for Economic Education (www.fee.org)
  • George Charles Roche: Free markets,free men : Frederic Bastiat, 1801-1850, Hillsdale 1993
  • Detmar Doering: Denker der Freiheit: Frédéric Bastiat, St. Augustin 1997

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