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Utilização da palavra liberalismo

A palavra liberalismo tem significados diversos, se bem que, geralmente relacionados. Os primeiros a utilizar a palavra liberal, com um significado politica, foram os editores da constituição Espanhola de Cádis de 1812. Estes auto denominaram-se de “Liberales”, como forma de manifestação da sua oposição à monarquia absolutista Espanhola.

No seu sentido original, o termo “liberal” refere-se a uma filosofia política, fundada nos princípios do Iluminismo, que tenta circunscrever os limites do poder politico e definir e apoiar os direitos individuais. Na actualidade, uma variedade de ideologias consideram-se herdeiras da tradição liberal do século XIX, desde o libertarianismo, ao Liberalismo Americano e ao Liberalismo Social.

Quer o liberalismo Europeu, quer o liberalismo Americano consideram que as suas origens remontam ao Iluminismo, à Guerra de Independência Americana, aos elementos mais moderados da burguesia da Revolução Francesa e às Revoluções Europeias de 1848, que tiveram raízes nas tradições da Renascença do empirismo, humanismo e realismo de Sir Francis Bacon, Erasmus e Niccolò Machiavelli respectivamente.

Os pensadores originais do Iluminismo, como John Locke e Baron de Montesquieu, tentaram estabelecer os limites do poder politico ao afirmarem que existiam direitos naturais e leis fundamentais de governança que nem os reis poderiam ultrapassar, sob o risco de se transformarem em tiranos.

Isto foi combinado com a ideia que a liberdade comercial iria ser benéfica a todos, uma ideia que seria posteriormente associada com a defesa do capitalismo, e que foi desenhada a partir dos trabalhos de Adam Smith e de David Ricardo.

Outra importante peça da tríade de ideias do liberalismo, foi a ideia da auto-determinação popular. A maior parte dos liberais suporta uma combinação destas ideias, embora muito dêem mais importância a uma delas que às outras duas.

Tendo se iniciado no final do século XIX, o liberalismo passouu a ser a ideologia dominante em vários países, ex: Reino Unido, tornando-se numa das mais importantes ideologias em virtualmente todos os países desenvolvidos. Como resultado da sua propagação, o termo “liberalismo” começou a evoluir rapidamente e assumiu diferentes significados em diferentes países. Em alguns países, o liberalismo manteve-se muito semelhante à sua forma inicial nos finais do século XIX: limitar o envolvimento do governo em quaisquer transacções comerciais, com o governo apenas a ter como papel a protecção do país perante as ameaças externas e a protecção do sistema capitalista e da propriedade em casa.

Contudo, com a industrialização, uma nova vaga de pensadores liberais começaram a ver o liberalismo como uma ferramenta útil para o progresso, e consequentemente, passaram a suportar a acção do governo na promoção do progresso e bem-estar, em oposição a um papel de mero espectador. Isto levou a uma bifurcação do “liberalismo” como ideologia única, com uma ala a defender que os princípios do liberalismo tinham sido definidos na totalidade no fim do século XVIII e início do século XIX (Liberalismo Clássico ou Libertarismo) e outra a defender que o liberalismo era uma ideologia em evolução, comprometida com o progresso e afirmando que a acção do governo era necessária para fortalecer a liberdade individual e a auto-determinação (Liberalismo Social ou Radicalismo). Estes dois ramos divergentes contudo, habitualmente, apelidam-se de liberais e não reconhecem o outro ramo como sendo liberal.

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