Os países democráticos deverão, sem recurso a meios violentos, promover os direitos fundamentais do Homem e a democracia no mundo. Tal deverá passar por várias vertentes:
O MLS defende a criação de uma organização internacional que ajude a coordenar a diplomacia e a defesa dos países democráticos de todos os continentes. Esta organização torna-se necessária face aos problemas levantados pelas Nações Unidas, devido à participação nesta organização internacional de países que não respeitam os valores democráticos e os direitos fundamentais.
A organização poderá também constituir-se como um garante pela continuação da democracia e uma garantia, via observadores externos, de que os valores democráticos são respeitados.
Apoiar a liberalização dos mercados mundias e a abolição das barreiras ao livre comércio, nomeadamente via a Organização Mundial de Comércio. Deverá ser contudo dada prioridade nesta liberalização aos países que são democracias e Estados de Direito.
A liberdade económica e a liberdade de expressão deverão estar intimamente ligadas. Não acreditamos que os povos governandos por governos ditatoriais devam ser condenados à miséria, mas acreditamos que os países democráticos deverão ser os nossos parceiros preferenciais.
Em termos de ajuda internacional, é sempre preferível a abertura de mercados ao simples emprestar de dinheiro ou à doação de bens. Nesse sentido, dever-se-á, não só eliminar as barreiras alfandegárias, mas também os subsídios que criam entraves ao livre comércio e às exportações de produtos dos países mais pobres para os mais ricos.
A ajuda ao desenvolvimento não se deve concentrar na ajuda a Estados, mas sim a indivíduos, nomeadamente pela ajuda ao nível dos conhecimentos técnicos e por sistemas como o micro-crédito.
O objectivo da ajuda ao desenvolvimento nunca deverá ser criar dependência e promover Estados que muitas vezes são corruptas, mas dar poder aos indivíduos dos países em desenvolvimento de resolver os seus próprios problemas e de produzir o suficiente para as suas necessidades.
Mais do que simples ajuda, o MLS defende que se deve estimular o comércio, a capacidade produtiva e as instituições dos países menos desenvolvidos, devendo-se criar um círculo virtuoso de empreendorismo que possibilite aos países melhorar o seu nível de vida por si mesmos. Por exemplo, sempre que haja a ajuda com meios materiais, tais meios deverão ser adquiridos no próprio país, ou em outros países em desenvolvimento.
Preferencialmente, as intervenções no terreno deverão ser feitas via organizações privadas (ONGs, fundações) independentes, defensoras das liberdades e direitos humanos, que garantam uma correcta aplicação dos montantes oferecidos, evitanto nestas intervenções o envolvimento de organizações estatais.
Reafirmamos os princípios defendidos para a União Europeia na moção "A nossa perspectiva sobre o futuro da Europa" e acreditamos que Portugal deve ser um países europeus que promovem a realização do sonho europeu. Acreditamos numa União Europeia mais integrada e mais unida, uma União Europeia que seja uma potência diplomática internacional e espaço de liberdade e democracia exemplares.
A Europa e o Mediterrâneo são duas áreas onde Portugal deve concentrar a sua atenção. Nesta área, a estabilidade deve ser promovida e é fundamental a criação de acordos de cooperação cultural e comercial que promovam a mesma.
Existem vários países que desejam entrar para a União Europeia nesta região, mas tal nem sempre é possível devido a vários condicionalismos. A União Europeia deverá encontrar soluções alternativas para estes países, estendendo-lhes o maior número de benefícios possíveis da União Europeia.
É importante também não descurar os países aos quais Portugal tem especial afinidade por via da língua. Deverá ser por isso também desenvolvida a CPLP, ao nível cultural e económico, como forma de aproveitar as sinergias que existem nas mais diversas actividades se unirmos esforços e a evidente vantagem que é ter-se uma língua em comum.
É necessária uma maior cooperação internacional entre Estados e organizações, por forma a assegurar que, de uma forma que respeita os nossos valores democráticos, se consiga combater o terrorismo, que é uma ameaça à liberdade. Este é um fenómeno que não respeita fronteiras e como tal, é necessário combatê-lo de uma forma também ela transfronteiriça.
O combate ao terrorismo não se deve fazer com invasões e guerras em larga escala, mas sim com acções mais discretas, utilizando os serviços secretos e eventuais acções cirúrgicas em locais onde existam bases terroristas. Guerras em larga escala têm geralmente o efeito contraproducente de ampliar o fenómeno que se pretende combater.
Contudo, querer-se evitar o conflito bélico, não quer dizer que se deva fechar os olhos aos países que apoiam o terrorismo. Estes países, a partir do momento que existam provas razoáveis quanto à sua culpabilidade, devem ser sujeitos a sanções, que deverão ser devidamente trabalhadas para afectar ao máximo o regime do país e ao mínimo a população.
No âmbito da luta contra o terrorismo, deverá também sempre ter-se em mente que é fundamental investir na recuperação de estados falhados, pois estes constituem frequentemente ninhos de terroristas.
A defesa do nosso país deverá ser feita em conjunto com os nossos aliados a nível internacional. A NATO e a União Europeia devem constituir dois patamares essenciais da política de defesa portuguesa.
A política de defesa deve ser entendida exactamente como "defesa", evitando-se ofensivas e intervenções que tenham como objectivo interferir na política interna de outro país.
A NATO deverá ser cada vez mais uma força que integra os países democráticos de todo o mundo e não restringir-se apenas à América do Norte e Europa.
Moção "Política Externa para a Liberdade", aprovada na Sexta Assembleia Geral do MLS - Movimento Liberal Social a 14 de Outubro de 2007
O Movimento Liberal Social considera que:
O MLS defende por isso que:
Moção "Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas (IRC)", aprovada na Sexta Assembleia Geral do MLS - Movimento Liberal Social a 14 de Outubro de 2007
A riqueza e dinamismo de um país dependem em grande parte dos seus empreendedores. Das mais pequenas empresas às maiores, todas contribuem para a criação de valor e para a inovação. A globalização, e o Mercado Comum, aboliram as fronteiras nacionais e colocaram maiores exigências às nossas empresas e empreendedores. Maiores exigências não é necessariamente mau, dado que são os desafios que fazem com que nasça a inovação e tal como o nosso mercado se abriu a empresas estrangeiras, também as empresas portuguesas ganharam acesso a mercados substancialmente maiores que o nosso. Mas, para se ser bem sucedido na economia global é necessário ser-se flexível, proactivo e inovador.
Infelizmente, em Portugal criar e gerir um negócio exige superar um incontável número de burocracias, custos financeiros e regras intransponíveis que muitas vezes matam à nascença projectos que poderiam ser bem sucedidos e contribuir positivamente para a economia nacional. Estas barreiras têm também o efeito de criar áreas onde só as grandes empresas podem investir, devido aos seus recursos legais, criando assim barreiras artificiais à inovação e à concorrência.
Assiste-se também em Portugal por vezes a uma defesa patriótica da “economia nacional”, que acaba por defender na realidade os interesses de grupos económicos e de interesses dominantes, em detrimento da entrada de nova concorrência no nosso mercado, que criaria postos de trabalho e beneficiaria os consumidores.
Existem também benefícios fiscais, sectoriais ou por vezes mesmo individuais, ou subsídios para determinadas áreas económicas, consoante as vontades dos políticos em determinado momento ou estratégias incorrectas. Estas benesses acabam por distorcer o mercado e por orientar erradamente a economia nacional e o investimento para áreas menos produtivas, em vez de permitir que o investimento, criatividade e energia dos portugueses se concentre em áreas onde podem ser efectivamente bons a nível global. É também importante referir que, ou acto de se beneficiar fiscalmente uma determinada empresa ou sector, significa onerar fiscalmente de uma forma superior ao necessário um outro sector de actividade que é efectivamente rentável, prejudicando assim o crescimento dos melhores sectores da nossa economia.
Tendo em conta estes factos, o MLS defende:
Moção "O empreendedor no centro do crescimento económico", aprovada na Sexta Assembleia Geral do MLS - Movimento Liberal Social a 14 de Outubro de 2007
Portugal em 2006 estava em termos de corrupção em 26º a nível mundial (escala onde menos é melhor), uma boa posição a nível global, mas uma má posição entre os países desenvolvidos. Países como a Espanha, Estados Unidos, França e Alemanha eram considerados mais fiáveis que Portugal. Contudo, como cidadãos todos sabemos que encontrar corruptos e corruptores em Portugal não é complicado, pois tal é algo com que nos deparamos no dia-a-dia. É do conhecimento público as influências da construção civil na vida política e provavelmente todos já ouvimos casos de funcionários públicos que foram comprados por alguém por forma a aprovar um determinado pedido, ou despachar mais rápido algo, que caso contrário demorava um valor absurdo de tempo a ser resolvido.
O mais grave contudo, é que sendo públicos vários casos de corrupção, já casos de condenações por corrupção são raros e muitas vezes apenas de indivíduos de importância marginal no sistema político ou no aparelho do Estado.
Perante estes factos, o MLS defende:
Moção "A corrupção, um atentado à liberdade!", aprovada na Sexta Assembleia Geral do MLS - Movimento Liberal Social a 14 de Outubro de 2007
O Estado de Direito é um pilar fundamental de uma sociedade livre. Um país apenas se pode desenvolver se os seus cidadãos e instituições forem protegidos por uma justiça imparcial, eficiente e eficaz.
Contudo, a necessidade de um sistema judicial forte não deve ser confundida com uma sociedade onde tudo é regulado, ou onde a justiça não tem em conta dos direitos fundamentais dos cidadãos, ou onde se confunda a justiça com uma vingança.
A proibição da pena capital é uma vertente do nosso sistema penal que apoiamos, como sinal de progresso social e de uma sociedade que, mais do que punir, deve dar uma segunda oportunidade a quem num momento da sua vida errou.
Porém, se é verdade que em várias vertentes o nosso sistema legal é muito avançado, também é verdade que a sua aplicação é frequentemente deficiente, e a sua complexidade é demasiado elevada.
As dificuldades no acesso à justiça por parte dos portugueses devem-se a várias razões, entre as quais o desconhecimento das leis, a complexidade das mesmas para o cidadão comum, os custos da contratação de um advogado e a lentidão do sistema judicial.
A própria gestão de recursos humanos do sistema judicial em Portugal é má, não tendo os juízes que prestar contas aos cidadãos, nem sendo avaliados com base em princípios meritocráticos.
O MLS é contra a penalização do tráfico e consumo de drogas leves, o que, só por si, aliviaria consideravelmente os sistemas judicial e prisional.
Existem também inúmeros outros problemas que afectam o sistema judicial português e europeu:
O MLS defende por isso:
Moção "Justiça - Visão Geral", aprovada na Sexta Assembleia Geral do MLS - Movimento Liberal Social a 14 de Outubro de 2007
O resultado das recentes eleições regionais na Madeira, nas quais todas as sete forças concorrentes obtiveram representação parlamentar, apesar da redução substancial efectuada no número de deputados, demonstram a importância que o sistema eleitoral tem para a concretização prática do princípio do pluralismo político.
Este resultado na Madeira foi obtido devido à transformação de toda a região num círculo eleitoral único, o qual permitiu um melhor aproveitamento dos votos dos eleitores que votaram em partidos minoritários - algo que não acontecia no sistema eleitoral anterior, o qual assentava em onze círculos eleitorais, na sua grande maioria de pequena dimensão.
Se na Madeira se pôde aplicar uma solução mais conducente ao pluralismo, porque tarda uma solução com efeitos similares para Portugal como um todo, devidamente adequada à maior dimensão do território?
O MLS propõe a diminuição do número de deputados para cerca de 200 e a instituição de um sistema eleitoral misto. Um círculo eleitoral nacional único elegeria cerca de 150 deputados. Os restantes cerca de 50 deputados seriam eleitos em círculos eleitorais uninominais ou binominais, os quais poderiam ser identificados com os actuais distritos, ou então com outras unidades territoriais consideradas mais adequadas, por exemplo as NUT III.
Esta mudança teria a vantagem de aproveitar melhor os votos de todos os cidadãos e, consequentemente, de aumentar o pluralismo político na Assembleia da República, levando o Parlamento a reflectir de forma mais fidedigna a sociedade portuguesa.
Este sistema terminaria também com a influência eleitoral de cadernos eleitorais assombrados por “eleitores-fantasmas”, os quais contribuem para distribuir mais mandatos a alguns círculos eleitorais em detrimento de outros, uma prática que tem contribuído para injustiças flagrantes entre círculos eleitorais.
A governabilidade do país não seria necessariamente posta em causa, em parte porque a diminuição do número de deputados dificultaria a representação parlamentar de forças políticas muito minoritárias, em parte porque os círculos uninominais – que seriam finalmente postos à prova como forma de aproximação entre os eleitores e os deputados – serviriam como medida correctiva da proporcionalidade pura de um círculo nacional único, mas também porque se poderia introduzir na Constituição um mecanismo como a "moção de censura construtiva", o qual tem dado bons resultados em termos de estabilidade dos executivos na Espanha e na Alemanha.
Moção "Um novo sistema eleitoral para a eleição da Assembleia da República", aprovada na Sexta Assembleia Geral do MLS - Movimento Liberal Social a 14 de Outubro de 2007
O tabaco prejudica, reconhecidamente, a saúde de quem respira o seu fumo. Por isso, o MLS considera aceitável que se proíba o consumo de tabaco em locais onde seja inevitável a presença de não-fumadores, os quais seriam de outra forma afectados pelo seu consumo passivo.
O MLS afirma também, que os fumadores de tabaco, tal como os consumidores de outras substâncias viciantes ou prejudiciais, devem ter o direito de consumir esse produto, e que o Estado deve evitar legislar sobre o que pode ou não ser fumado ou de outra forma consumido no domínio privado.
O MLS considera que se torna necessário equilibrar o direito de um não-fumador a respirar um ar livre de tabaco com o direito de um fumador a fumar, e com o direito de cada proprietário a gerir o seu espaço da forma que entender e melhor lhe convier.
Tendo em conta os factos anteriores, o MLS defende que:
Moção "Tabaco", aprovada na Sexta Assembleia Geral do MLS - Movimento Liberal Social a 14 de Outubro de 2007
A liberdade de crença ou de não-crença e a liberdade de prática religiosa são valores universais. Ao Estado não compete reconhecer ou beneficiar quaisquer religiões, mas apenas manter um clima de liberdade em que todos possam viver, de uma forma pacífica, as suas crenças.
A neutralidade do Estado relativamente a todas as religiões é fundamental. O Estado não deverá financiar as actividades de qualquer religião. O Estado não deverá reconhecer, nem deixar de reconhecer, oficialmente, qualquer religião ou grupo religioso.
O MLS defende que:
Moção "Liberdade religiosa", aprovada na Sexta Assembleia Geral do MLS - Movimento Liberal Social a 14 de Outubro de 2007
No liberalismo clássico os indivíduos dispõem apenas de direitos negativos, isto é, daqueles que não obrigam, para a sua concretização, de qualquer actuação deliberada por parte dos outros membros da sociedade, mas apenas obrigam à não-violação, por parte destes, de certas regras.
Esta visão não é satisfatória quando o indivíduo em questão é uma criança ou um jovem. Com efeito, uma criança ou jovem necessita de uma série de bens - alimento, protecção e carinho, instrução, etc - que apenas lhe podem ser fornecidos mediante uma actuação deliberada dos outros membros da sociedade, uma vez que a criança ou jovem é incapaz de identificar as suas necessidades e/ou de as satisfazer.
O Movimento Liberal Social (MLS) afirma que o Estado tem que se responsabilizar concretamente por um conjunto de direitos positivos das crianças. Nomeadamente: o direito à alimentação, o direito à saúde, o direito à protecção, o direito à não-exploração, e o direito a uma instrução cientificamente válida e completa.
O MLS defende que todos os direitos constantes na Declaração Universal dos Direitos da Criança devem ser respeitados pelos pais e encarregados das crianças, sob supervisão do Estado. O Estado não deve permitir que os pais, ou outras pessoas com tutela directa sobre a criança ou jovem, violem, atropelem ou omitam esses seus direitos positivos.
Explicitamente, e em particular:
Moção "Direitos Positivos das Crianças", aprovada na Sexta Assembleia Geral do MLS - Movimento Liberal Social a 14 de Outubro de 2007
O casamento é hoje em Portugal um contrato extremamente limitador, que deixa pouca margem de manobra aos nubentes.
O MLS considera que o casamento deve passar a ser assumido como um contrato privado, apelidado de União Civil, entre dois adultos, por mútuo consentimento, sem distinção de sexo e sem qualquer necessidade de envolvimento do Estado, a não ser comunicar a alteração de estado civil. Este contrato substituiria a figura de Casamento, mas também a figura de União de Facto.
A União Civil, como contrato privado que seria, deveria permitir uma ampla liberdade contratual, relativamente às questões financeiras, duração do contrato ou aos deveres e obrigações dos cônjuges.
Moção "Casamento", aprovada na Sexta Assembleia Geral do MLS - Movimento Liberal Social a 14 de Outubro de 2007
Moção "Uma Visão Liberal de Cultura", aprovada na quinta Assembleia Geral do MLS - Movimento Liberal Social a 1 de Abril de 2007
Portugal tem historicamente sido, e continua a ser, um país de emigração e emigrantes. No entanto, recentemente, tornou-se também num país receptor de imigrantes. Torna-se por isso urgente a adopção de uma política de imigração que favoreça o crescimento económico, que não vá contra os princípios da liberdade e que seja pragmática sobre aquilo que se consegue ou não se consegue controlar.
Moção "Propinas nas Universidades Públicas", aprovada na quarta Assembleia Geral do MLS - Movimento Liberal Social a 1 de Outubro de 2006
Moção "Por uma Educação Liberal", aprovada na quinta Assembleia Geral do MLS - Movimento Liberal Social a 1 de Abril de 2007
Sejam abolidos cinco feriados nacionais - Sexta-Feira Santa, Corpo de Deus, Assunção de Nossa Senhora, Todos os Santos, e Imaculada Conceição - e que todos os trabalhadores tenham, em substituição desses cinco feriados, o direito de declarar cinco feriados pessoais - os quais poderão coincidir, ou não, com datas de especial significado para a religião professada por esse trabalhador - nos quais eles, e só eles, são autorizados a não ir trabalhar.
O Estado poderia negociar com as diversas religiões existentes em Portugal o reconhecimento oficial das festividades dessas religiões, por forma a que os seus crentes pudessem, de forma automática, declarar esses dias como seus feriados pessoais.
Moção "Feriados Religiosos", aprovada na quarta Assembleia Geral do MLS - Movimento Liberal Social a 1 de Outubro de 2006