O crescimento do consumo de energia em Portugal não pára. Nos últimos anos o crescimento tem sido na ordem 5-6% ao ano enquanto a economia pouco mais cresce que 1-2%. Isto significa que estamos a gastar mais energia por cada unidade económica produzida, ou seja temos aumentado a nossa intensidade energética ao contrário da UE.
A mesma tendência se pode verificar no consumo global de materiais que tem aumentado mais do que a economia no seu todo. Isto pode ser um sintoma de que temos crescido bastante em termos de infra-estruturas construídas mas não têm sido devidamente potenciadas.
Além do mais, a nossa economia assenta cada vez mais nos combustíveis fosseis, situação que se agrava no caso da produção de electricidade em anos de fraca pluviosidade. O petróleo per si representa cerca de dois terços do total da energia consumida. Isto significa que estamos demasiado dependentes do exterior, e que sofremos directamente um aumento da factura energética, cada vez que o petróleo, gás natural e carvão sobem de preço.
Várias são as acções que têm de ser tomadas em conjunto para alterar esta situação.
O Movimento Liberal Social propõe que Portugal defina uma verdadeira estratégia energética, assentando nas seguintes medidas complementares:
Uma aposta forte em energias renováveis, contribuirá ainda para o desenvolvimento de projectos de I&D na área do ambiente/energia, uma área em franca expansão actualmente.
Nestes casos deverão ser equacionados benefícios fiscais para empresas que se destaquem na I&D nesta área, e que com isso, contribuam para reduzir drasticamente a nossa dependência energética.
A questão energética é não só estratégica como vital para um desenvolvimento económico são, estando na génese de uma economia competitiva a nível mundial.a
Uma matriz energética sustentável e bem implementada, poderá ser não só uma mais valia como um valor a exportar a nível de consultoria, de projecto e de tecnologia.
Moção "Uma Estratégia Energética para Portugal", aprovada na segunda Assembleia Geral do MLS - Movimento Liberal Social a 18 de Setembro de 2005